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Mobile Commerce: como atrair mais clientes para sua “loja de bolso”

4 de julho de 2018 por



O universo do varejo está em constante movimento. A entrada e a saída de pessoas movimentam as vendas e o fluxo de caixa das lojas. Comércio é, por definição, movimento. Não estranhe, portanto, que a última fronteira do comércio eletrônico – aquele cujas compras se realizam pela internet – seja um dispositivo “móvel”. A tendência, agora, é comprar em movimento.

A consolidação do mobile commerce, ou simplesmente m-commerce, explica-se pela popularização dos smartphones e tablets. Assim como o acesso facilitado à internet pelas redes 3G e 4G, que abriram caminho para os consumidores fecharem suas compras com apenas alguns toques.

M-commerce

Os números mostram uma tendência que veio para ficar. Cada vez mais as compras à distância devem ser feitas por dispositivos móveis.

Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), 31% das vendas online já são realizadas por um aparelho mobile. Além disso, esse tipo de dispositivo também responde por quase toda a influência que o mundo online exerce sobre as compras offline. Ainda segundo a Associação, 26% das vendas do varejo físico se devem à divulgação no meio digital.

Um levantamento realizado pelo Cuponomia, site que reúne cupons de desconto de players do comércio eletrônico, alertou sobre a penetração do mobile no e-commerce ainda em 2016. Na época, atestou  crescimento de 170% no acesso a lojas virtuais por esse meio.

Em comparação, os acessos por computador/desktop cresciam em ritmo muito mais lento, de aproximadamente 50%. Conforme a análise do site, a otimização dos e-commerce e sua praticidade contribuíram para o salto no número de compras realizadas via smartphone.

Experiência de compra

A tendência de crescimento do m-commerce, no entanto, não é motivo para acomodação dos lojistas. Pelo contrário. nesse novo ambiente de disputa, vale a mesma regra que vigora para o varejo físico e as lojas virtuais tradicionais: vende mais quem oferece a melhor experiência de compra. Se com o fenômeno da transformação digital as lojas trabalharam para migrar suas operações para o e-commerce, o desafio agora é adaptar as vitrines à telinha do mobile.

Daí a preocupação com a conveniência do formato. Ele exige um layout amigável e uma navegabilidade que permita visualizar todas opções de compra sem maiores distrações. A ideia é trazer comandos fáceis e ágeis para que o usuário realize a compra em poucos toques. Afinal, esse público não dispõe da mesma paciência do grupo que comanda os movimentos com a agilidade e a precisão do cursor de um mouse. Deslizar os dedos pela tela para ampliar a imagem e a descrição de produtos não é tarefa das mais gratas.

Checkout

Outra etapa do processo de compra a ser facilitada – e que requer atenção especial do lojista para evitar os transtornos com os “carrinhos abandonados” – é o checkout. Isto é, o fechamento efetivo da compra. Na hora de fazer o pagamento, o usuário só precisa de um processo intuitivo e sem muitas complicações.

Até o final deste ano o e-commerce deve registrar um aumento de 15% em suas vendas totais. A ABComm projeta que metade dos acessos serão feitos por meio de aparelhos móveis. Não há dúvidas de que muita gente vai trafegar pelas lojas virtuais com apenas alguns toques. Mas somente a disposição dos lojistas para adaptar-se à nova tecnologia é que fará do mobile mais do que um mero canal de pesquisas de preços, transformando-o numa verdadeira loja de bolso.

 

Fonte: E-commerce Brasil

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